Capa_blog_1

Com cenário favorável em 2021, mercado imobiliário mostra demanda por moradias econômicas

Bons ventos impulsionam o mercado imobiliário no próximo ano. Dificilmente se pensaria em estimativa tão animadora há oito meses, quando foi anunciada a pandemia. Porém, em levantamento recente, a Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) revela que quase todas as maiores empresas do setor no País ouvidas na pesquisa projetam lançamentos nos próximos 12 meses.

Outro dado destacado pela Abrainc é o aumento de vendas de imóveis, especialmente entre os meses de julho, agosto e setembro. Neste trimestre de cenário animador estão contemplados também os empreendimentos econômicos com financiamento garantido pelo Casa Verde e Amarela, novo programa do governo federal. A associação estima que 97% das empresas pretendem investir em lançamentos em 2021.

De fato, o panorama de incertezas trazido pela pandemia constituiu-se um obstáculo a ser transposto com planejamento e determinação. Mas os esforços do mercado valeram a pena. Em julho, ainda segundo o levantamento, houve um aumento de 58% nas vendas de novas unidades em todo o País na comparação com o mesmo mês de 2019.

Do total de entrevistados na pesquisa, 87% confirma o crescimento de negociações no terceiro trimestre do ano. Entre as empresas que atuam no programa habitacional Casa Verde e Amarela, o incremento foi de 82%.

No início de novembro, o Conselho Curador do FGTS aprovou a proposta orçamentária para a utilização do Fundo em políticas públicas e federais para 2021 e também o Plano Plurianual de 2022 a 2024. No ano que vem, o valor será de R$ 68,9 bilhões, dos quais R$ 56,5 bilhões destinados ao setor habitacional. Este fôlego, sem dúvida, vem manter os empreendimentos que atendem à enorme demanda da faixa alcançada pelo Programa Casa Verde e Amarela.

Mesmo antes do anúncio desse incremento por parte do Conselho Curador do FGTS, a procura por imóveis econômicos na Região Metropolitana de Campinas (RMC), uma das mais desenvolvidas do País, já demonstrava uma robustez alimentada pela demanda. Haja vista o grande volume de negócios fechados que consolidaram empreendimentos especialmente planejados para o consumidor disposto a trocar o aluguel pela moradia própria.

Embora os ventos soprem favoravelmente na direção do mercado imobiliário no próximo ano, é preciso vislumbrar um cenário futuro não muito distante. Com o crescimento da população brasileira e a formação de novas famílias, a necessidade de novos domicílios até 2030 deve chegar a 30,7 milhões de imóveis, revela estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido da Abrainc.

Uma das grandes demandas, que representa 13 milhões de moradias, virá da população de baixa renda, que recebe até três salários mínimos.

Hoje em dia, a região que mais sofre com o déficit habitacional no Brasil é o Sudeste, onde há uma falta de 3,144 milhões de moradias (40% do total). Em seguida vêm Nordeste (29%), Sul (12%), Norte (11%) e Centro-Oeste (8%).

Leia outras noticias: